Não combinaram com os russos

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Dirigentes do PP do governador eleito Gladson Cameli se mostraram surpresos ante a notícia de que a sigla estaria afinada com o PSDB do vice-governador Major Rocha na escolha do futuro presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Por enquanto, o nome mais forte na disputa é do deputado estadual reeleito Nicolau Júnior, correligionário de Gladson.

Cadinho de cultura

O que parecia ser um noivado moderno entre tucanos e progressistas acabou lembrando o romance mais trágico da literatura ocidental, ainda hoje, passados quase quatro séculos, ainda utilizada como base para outras encenações, filmes, romances e seriados de TV que tentam, inutilmente, ombrear-se em qualidade literária àquela que foi um marco da transcendência artística teatral no século 16. Com ela, o já afamado dramaturgo inglês William Shakespeare inscreveu-se para sempre no panteão dos gênios da literatura universal.

Palavra do presidente

Contatado por um repórter, o presidente do PP, deputado estadual eleito e presidente da sigla no Acre, José Bestene, negou a articulação.

Nada a declarar

Em tese, não há qualquer aliança oficializada entre PSDB e PP em defesa da candidatura do deputado Nicolau Júnior para a presidência da Assembleia Legislativa. A direção do Progressistas foi tomada pelo susto ao ser informada pela imprensa sobre um encontro, ocorrido na manhã de ontem, 14, em que a aliança foi dada como oficial.

Sabe de nada

Até mesmo o nome do deputado Gerlen Diniz, candidato à Presidência da Aleac, foi citado como provável apoiador de Nicolau.

Barrigada

“Eu estou sabendo disso agora”, disse Gerlen ao repórter de um site local. O deputado não foi sequer convidado para o evento que ocorreu na sede do PSDB em Rio Branco. A notícia, dada por setores isolados, chegou a ser interpretada erroneamente como “coletiva de imprensa”.

Costas largas

Consultados pela reportagem, líderes políticos reagiram com cautela, mas entendem que Nicolau Júnior tem se empenhado para se eleger dirigente da casa do Povo. “A estratégia escolhida pode não parecer boa, mas Nicolau tem, entre os próprios atributos, um padrinho forte – o cunhado Gladson Cameli.

Campo minado

A recalcitrância da cúpula do PP pode ser uma estratégia dos que vislumbram no deputado estadual eleito uma ameaça política. Novo, porém, traquejado, e tendo na retaguarda o cunhado no cargo de governador, Nicolau Jr. passou a incomodar seus res e dissuadir outros, entres estes membros do MDB, que logo após as eleições de outubro se assanharam em disputar a presidência da Aleac.

Perspectiva

A renovação nas lideranças do PP, personificadas nas figuras de Cameli e Nicolau, não é lá muito agradável aos olhos do velho Bestene. A equação parece simples: Segundo, a possível ascensão de Nicolau Júnior para o comando da Aleac anabolizaria sua influência no futuro governo.

Carão

Bestene chegou a dar carão no PSDB do vice-governador Major Rocha, ao dizer ao alegar que os tucanos usaram o nome do PP. “Fizeram [o anúncio de apoio à candidatura de Nicolau Júnior] sem eu saber. Fizeram a coisa errada. Se o PSDB deseja declarar apoio a alguém, que o faça, mas não envolva o PP sem antes nos procurar”.

Cada um no seu quadrado

Ocorre que o autor da frase épica “Farinha do mesmo cacho, banana do mesmo cacho”, também não goza prerrogativa de se imiscuir nas questões do PSDB.

Cada macaco no seu galho

Presidente da executiva estadual do PP, Bestene nada tem a ver com os tucaos. O que eles andam a defender em termos de aliança vem a ser de sua responsabilidade exclusiva.

Noviço perigoso

Daí a conclusão de que a contrariedade não é com a adesão do PSDB à pretensão de Nicolau Júnior de concorrer à presidência da Aleac, mas o receio de que a costura, de tão benfeita, acabe por amarrar os apoios necessários à vitória de um debutante na política.

Cada dia com sua agonia

Mais importante, porém, que a preocupação com a troca de comando na Mesa Diretora da Aleac, são os projetos de interesse público nesses últimos dias que antecedem o recesso parlamenta e a troca do governo do estado.

Afinal, ela apareceu

Depois de um longo e inexplicável sumiço, a deputada federal eleita Mara Rocha (PSDB) resolveu dar o ar da graça. Ela e o futuro secretário de Agricultura e Pecuária do governo de Gladson Cameli, Paulo Wadt, se reuniram na noite da última quinta-feira, 13, com técnicos e produtores de leite.

Porfia

A propósito, já se armam as bolsas de aposta para ver quem tem o maior desempenho na Câmara Federal – se a jornalista Mara Rocha (PSDB) ou o colega reeleito Alam Rick (DEM). Não misógino, como costumam xingar as esquerdas quando lhes faltam argumentos, mas Alan tem tido um desempenho fenomenal em Brasília dentro daquilo a que se propôs como represente de um segmento conservador, em defesa da família, da redução da maioridade penal e da reforma do Código Penal. Antes de mais nada, portanto, Mara Rocha terá de achar uma bandeira.