Moagem

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A grande mídia corre a alardear que o “Esquema Gafanhoto” comeu 99% dos salários de funcionários de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O operador e ex-motorista Fabrício José Carlos de Queiroz ‘comeu’ 99% dos salários de funcionários do deputado e agora senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), segundo o Coaf.

Alvo

A tese da velha mídia é que o beneficiário desta “gafanhotagem” na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi o filho do presidente Bolsonaro.

O ‘X’ da questão

Por que raios os jornalões estão dando sabugadas nos Bolsonaro? Seria um lampejo de consciência ética? Remorso tardio? Nada disso. Apenas interesses econômicos contrariados.

Lance futuro

Esses veículos de comunicação buscam um lugar ao Sol, isto é, na publicidade do governo federal. Estão dando umas pernadas a fim de ser percebidos como importantes [ainda] na República.

Mais do mesmo

Quanto à suspeita de “gafanhotagem”, eis a prova concreta de que a família Jair Messias Bolsonaro é tão pecadora quanto as demais que já passaram pelo Palácio do Planalto. Ao que parece, não existem exceções no jogo do poder. Em verdade, elas são poucas – e quase nenhuma atenção recebem da mídia – o que é uma lástima.

Caminho natural

A tendência é a velha mídia “acertar” e arrefecer as críticas a partir de janeiro, salvo raras exceções.

A política como ela é

Duas semanas de reuniões com as bancadas partidárias da Câmara em Brasília foram suficiente para que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recebesse poucas declarações de apoio oficial. Não obstante, o discurso da maioria dos líderes indica que ele receberá aporte político na maior parte das pautas legislativas.

Entra e sai

Em quatro dias de reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde trabalha a equipe de transição para o futuro governo, Bolsonaro já recebeu mais de 300 parlamentares. Foram representantes do PP, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PSD e Podemos, além, é claro, de membros de sua própria legenda, o PSL.

Adesão

Exceto pelo PSL, que elegeu 52 deputados (segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT, com 56), e o PRTB, do vice-presidente eleito general Hamilton Mourão (sigla que hoje não tem parlamentar), apenas o PR, que começará 2019 com 33 deputados, fez adesão oficial à base.

Patriotas?

No entanto, os demais partidos, grosso modo, demonstraram apoio às principais demandas do próximo governo, entre as quais a Reforma da Previdência. “O que for bom para o Brasil vai contar com o apoio do PSD”, resumiu Domingos Neto (PSD-CE), líder do partido na Câmara.

Novo disco na vitrolinha do poder

O discurso de Domingos Neto foi percutido pela maioria dos líderes de bancada que também visitaram Bolsonaro: eles, pelo que têm dito, aplaudem a intenção do governo de extinguir o chamado “toma-lá-dá-cá”, negam interesse em cargos de segundo e terceiro escalões e afirmam não ver, hoje, divergências relevantes em relação às propostas do futuro presidente.

Divisão do bolo

Dos 30 partidos que elegeram deputados na última eleição, quatro emplacaram nomes entre os 22 futuros ministros de Bolsonaro: o DEM terá três pastas (Casa Civil, Saúde e Agricultura) e o PSL ficou com duas (Turismo e Ciência e Tecnologia). Garantiram uma pasta o MDB (Cidadania) e o Novo (Meio Ambiente).

Agarrado ao cargo

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Acossado pela iniciativa do vereador Chaguinha (PCdoB), que procurou o Ministério Público estadual em Cruzeiro do Sul para reclamar da não realização da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal, o atual presidente resolveu sair pela tangente. Alegou que a população está lixando para o fato.

Presta atenção, Romário!

Ora, isso não é justificativa para quem se elegeu em um sistema democrático. Independente de o povão estar preocupado com o pleito, a lei é que determina a alternância do poder. E as regras não podem ser violadas – principalmente com base em argumentos pueris.

Trocando em miúdos

A verdade, pelo menos para esta Poronga, é que o adiamento tem como objetivo atrasar um possível processo de cassação do prefeito Ilderlei Cordeiro (PP), que passou a ter minoria na Câmara depois de romper com o antecessor, Vagner Sales (MDB).

Alerta

Ninguém está acima da lei. E alguém precisa avisar ao vereador Romário Tavares que nem ele, nem Cordeiro, está com essa popularidade toda aos olhos da população cruzeirense.

Elementar

Nenhuma novidade na notícia de que o pedido de cassação do registro de candidatura da deputada estadual reeleita Doutora Juliana e do deputado federal eleito Manuel Marcos sejam julgados após a diplomação. A justiça é lenta por acumular processos e não dispor de um corpo de magistrados capazes de dar conta de tanta demanda.

Do arco da velha

Ademais, temos exemplos neste país que seriam inadmissíveis em qualquer outra nação civilizada. É o caso daquele deputado federal que cumpria pena no presídio, ao qual foi permitido frequentar as sessões da Câmara durante o dia sob o compromisso de regressar à cela durante à noite. Eis o Brasil de que estamos fartos demais.