Marina declara apoio a Haddad na reta final da eleição

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Por meio de nota, a ex-senadora Marina Silva (Rede) declarou, ontem, que apoia o candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) contra o representante da extrema-direita, deputado Jair Bolsonaro (PSL), no segundo turno das eleições. Marina concorreu à Presidência pela terceira vez neste ano, mas acabou em oitavo lugar no primeiro turno.

Mas o apoio de Marina tem ressalvas. Ela declara voto no candidato, mas faz crítica à campanha do partido de Haddad, que esconde “os graves prejuízos causados pela sua prática política predatória, sustentada pela falta de ética e pela corrupção que a Operação Lava Jato revelou”.

A ex-senadora também afirma que a cúpula petista construiu “um projeto de poder pelo poder, pouco afeito à alternância democrática e sempre autocomplacente”.

A Rede, partido de Marina, também divulgou nota orientando seus filiados que não votem em Bolsonaro, adversário de Haddad no segundo turno. O partido e sua fundadora já haviam desaconselhado voto no deputado e ex-capitão do Exército logo após a votação do primeiro turno.

Em seu texto, Marina diz que será oposição independentemente de quem vencer as eleições, mas que vê no projeto político de Bolsonaro pouco “apreço às regras democráticas” e riscos à proteção ambiental e a direitos e diversidade, promovendo a “incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação”.

“A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização”, escreve Marina.

A presidenciável também critica a narrativa do “rouba, mas faz” e do “rouba, mas faz reforma” e lamenta o reducionismo com a inauguração do “triste tempo do ‘pelo menos’”.

A ex-senadora conclui a nota afirmando que “‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”.

Fonte: Congresso em Foco

Toffoli, Moraes e Celso de Mello reagem à fala de Eduardo Bolsonaro sobre fechamento do STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes reagiram com firmeza às declarações do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a respeito da Corte. Para o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, a fala foi superdimensionada e não representa risco.

As declarações, em um vídeo de quatro meses atrás, repercutiram neste fim de semana. Nelas, o deputado diz que o STF poderia ser fechado caso houvesse alguma tentativa de impugnação da candidatura do pai dele, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Nessa gravação, Eduardo Bolsonaro fala que para fechar o STF basta “um soldado e um cabo”

O presidente do Supremo, Dias Toffoli, afirmou por meio de nota nesta segunda-feira (22) que “atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”:

“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia.”

Fonte: Portal G1