Mais de 4 mil pessoas já realizaram exames após notícia de açaí contaminado na capital

Atendimento no CAD continua até o próximo dia 18 – Fotos: Fagner Delgado

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) continuam mobilizadas para o monitoramento do consumo do açaí na cidade de Rio Branco. Desde a última sexta-feira, 4, 1.577 pessoas foram ao Centro de Apoio Diagnóstico (CAD), na Travessa Hemoacre para fazer exame, em atendimento ao chamamento público feito pela Prefeitura quando, em coletiva à Imprensa, foi divulgado o resultado da análise do açaí vendido na cidade. A medida integra o conjunto de ações com vistas a garantia da qualidade do açaí e a proteção à saúde das pessoas.

O município de Rio Branco realiza monitoramento laboratorial da polpa de açaí em pontos estratégicos da cidade de Rio Branco, desde 2016, como parte da execução do Plano de Ação referente à Comercialização do Açaí como alimento seguro para a população. Por um período de dois anos nenhuma consistência foi encontrada no produto.

No ano de 2018, no período entre novembro e dezembro, o Departamento de Vigilância Sanitária do Município realizou coleta de polpa do Açaí para em pontos estratégicos da cidade, nos pequenos batedores que fornecem açaí a varejo (Mercado Elias Mansour, Ceasa, Mercado do Quinze e Manoel Julião). As amostras coletadas foram encaminhadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Acre – LACEN ao Insituto Adolfo Lutz para análise laboratorial. Todas apresentaram resultados satisfatórios, exceto o laudo da amostra coletada no mercado Elias Mansour e entorno, que apresentou resultado positivo para fragmentos de DNA de Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas.

Confirmada a contaminação do açaí comercializado no centro de Rio Branco, a Vigilância Sanitária realizou a imediata retirada do produto sem procedência do mercado, publicou a cartilha de boas práticas de beneficiamento dos frutos de açaí, elaborou uma nota técnica de orientação aos consumidores, além de fazer abordagem educativa dos batedores e fornecedores no Mercado Elias Mansour. “Demonstrando nosso compromisso, cuidado e zelo com a Saúde Pública”, destaca o secretário de Saúde, Oteniel Almeida.

O atendimento no CAD continua até o próximo dia 18 para atender, prioritariamente, pessoas que compraram e consumiram açaí do Mercado Elias Mansour entre novembro e dezembro de 2018.

Doença de chagas

O mal de Chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que pode ser adquirida por meio do contato com as fezes do barbeiro, seja pela pele, seja via oral. Entre os principais sintomas estão febre, inchaço e problemas cardíacos. É uma doença que se não for tratada, pode levar à morte.

Assessoria PMRB