Justiça aceita denúncia contra quatro suspeitos de matar sargento do Exército

Suspeitos foram presos no dia 28 de setembro do ano passado – Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco aceitou denúncia contra os quatro suspeitos de envolvimento na morte do sargento da reserva do Exército Brasileiro João Evangelista dos Santos, de 58 anos, em agosto do ano passado. O crime ocorreu na Rua Dom João Sexto, no bairro Bahia Velha, em Rio Branco.

A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (7), pelo advogado Jairo Teles, que está na defesa de Valdinei de Freitas. Além de Freitas, Tiago Alves Barbosa, Witalo Carvalho da Costa e Jairo França da Silva também foram denunciados pelo crime. A reportagem não conseguiu contato com os demais advogados.

Os quatro foram presos no dia 28 de setembro do ano passado. Eles foram apresentados pela Polícia Civil na Delegacia de Investigações Criminais (DIC).

O advogado afirmou que Freitas nega participação no crime. “Ainda está aguardando a juntada da defesa de um dos réus. Um advogado foi nomeado como dativo para protocolar a defesa prévia desse réu e estamos aguardando esse protocolo para que seja designado o dia para a audiência de instrução”, disse Teles.

A Polícia Militar (PM-AC) informou na época do crime que testemunhas relataram que os criminosos tinham armas de fogo e também facas. Os homens teriam efetuado ao menos quatro disparos contra a vítima e também esfaqueado ele nas costas várias vezes.

Souza, conforme a polícia, estava dentro de casa em uma cadeira de balanço bebendo com uma pessoa não identificada quando os criminosos invadiram o local. Ninguém foi preso.

Motivação do crime

O delegado que investigou o caso, Rêmulo Diniz, informou no dia da prisão dos suspeitos que ficou constatado que a motivação do crime foi o interesse em manter oculta as atividades da facção criminosa que atua naquele bairro.

Na ação, a polícia cumpriu quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. Segundo o delegado, depois da morte do sargento, a facção estaria intimidando os moradores para que não fossem repassadas informações à polícia.

“Passaram a distribuir mensagens embaixo das portas e pichar escolas com ameaças contra pessoas que pudessem ajudar com as investigações. Mas, a Polícia Civil levantou todas as provas e cumpriu os mandados”, disse o delegado na época.

Portal G1/AC

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