Jesus Sérgio comanda reunião da bancada com Aneel contra energia cara do Acre

Parlamentares da bancada federal do Acre, deputados estaduais e o vereador Eduardo Farias participaram da reunião – Fotos: Cedidas

Senador Sérgio Petecão e deputadas Mara Rocha e Perpétua Almeida também fazem severas críticas à agência reguladora

Por Romerito Aquino – Foi um “para pra acertar” o encontro ocorrido nesta segunda-feira, em Brasília, entre parte da bancada federal do Acre e o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André da Nóbrega, para discutir os elevados preços cobrados pela empresa concessionária Energisa nas tarifas de energia elétrica vendida à população pobre do Acre.

Em audiência marcada e liderada pelo deputado federal Jesus Sérgio (PDT-AC), o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), as deputadas Perpétua Almeida (PCdoB) e Mara Rocha (PSDB), além de deputados estaduais, o vereador Eduardo Farias e até o próprio deputado do PDT, soltaram o verbo contra o “absurdo” da Aneel permitir que a nova concessionária que comprou a Eletroacre passasse a cobrar tão caro a energia que distribui para os acreanos, com aumento de mais de 20% estabelecido em dezembro passado, pretendendo cobrar mais 20% em novembro próximo, num país onde a inflação não tem passado dos 5% ao ano.

Jesus Sérgio e seus companheiros de bancada, além dos deputados estaduais e do vereador cobraram e foram atendidos no compromisso do diretor-geral da Aneel ir ao Acre em breve para dar as mesmas explicações que repassou ontem para os parlamentares ao mostrar um power-point sobre a composição do preço final da energia, cobrada dos moradores de um estado pobre como Acre nos mesmos patamares dos preços pagos por habitantes de Brasília, por exemplo, que tem a renda per capita várias vezes superior à renda dos acreanos.

Jesus Sérgio denuncia que energia elevada vai quebrar o estado

Na audiência, o deputado Jesus Sérgio disse que não tem o menor sentido dos acreanos estarem ajudando as populações dos estados com maior poder aquisitivo ao pagarem as mesmas tarifas da energia distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). “Desse jeito, vamos quebrar o estado, que precisa se desenvolver e produzir para melhorar a qualidade de vida de sua população”, disse Jesus Sérgio.

O parlamentar pedetista foi seguido pelo senador Sérgio Petecão, que cobrou imediata posição da Aneel para baixar o preço da energia para toda a população acreana. “Temos um povo pobre, sofrido, que não tem condições de pagar de maneira alguma o que a Energisa está cobrando”, criticou o senador. Segundo Jesus Sérgio, o estado precisa ter energia barata para crescer economicamente e sua população pagar o preço justo pelo produto considerado essencial para o seu desenvolvimento econômico e social.

Jesus Sérgio (D) disse que não tem o menor sentido os acreanos estarem ajudando as populações dos estados com maior poder aquisitivo ao pagarem as mesmas tarifas da energia

As deputadas Perpétua Almeida e Mara Rocha também não pouparam a Aneel por estar assistindo, sem nada fazer, os consumidores do Acre pagarem pela energia nacional o mesmo valor que pagam os consumidores dos estados maiores e mais ricos do país. “Isso é um absurdo gigantesco que não pode acontecer mais no país”, disse Perpétua. E a deputada Mara Rocha completou: “Os aumentos de energia elétrica que querem impor à nossa população estão totalmente fora da realidade, pois boa parte da população acreana ainda depende do programa bolsa-família para viver”.

Depois de ouvir as fortes reclamações da bancada, alguns chegando a falar que o Acre e sua população estão sendo literalmente “roubados” pela nova concessionária de energia, o diretor-geral não só prometeu ir ao estado como admitiu que a sua agência reguladora vai cobrar da Energiza as razões para o propalado e novo reajuste de 20% previsto para novembro deste ano.

Também participaram da reunião na Aneel os deputados estaduais Jenilson Lopes (PCdoB), Luiz Gonzaga (PSDB), José Luis Tchê (PDT) e outros parlamentares do vizinho estado de Rondônia, onde grande parte de sua população também já não suporta pagar os absurdos cobrados pela energia elétrica que precisam consumir para viver melhor.

(*) Editor do site www.expressoamazonia.com.br

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