Imbróglio

Foto: Reprodução Facebook

Os representantes da Associação Comercial do Acre (Acisa) não estão nada satisfeitos com a publicação do decreto nº 536, publicado no Diário Oficial do último dia 5. Pelo texto, o governo seria obrigado a reservar três-quarto das cotações de preços para empresas de outros estados, em especial Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Pará.

Trocando em miúdos

De acordo com a redação do decreto mencionado, deverá existir, sempre que possível, mais de quatro cotações, especialmente para que 75% delas sejam feitas com empresas de fora.

Prejuízos locais

O presidente da Acisa, Celestino Oliveira, disse não concordar com o decreto e que já fez contato com a Casa Civil. Ele acredita ter havido um equívoco na redação do documento, pois não seria possível que “em sã consciência alguém tenha tomado a decisão de prejudicar a economia do estado desta forma”.

Erro provável

Segundo Celestino, ficou agendada uma reunião para segunda-feira, 11, às 14h. “Não concordamos com este decreto, e solicitamos o mais breve possível a revogação. Provavelmente alguém deve ter cometido um erro”, disse ele.

Fiscalização como saída

Para o presidente da entidade, existem formas legais de inibir as empresas de fachada que tentam revender para o governo. Como exemplo, ele citou a fiscalização das empresas, a fim de se certificar de que elas estão realmente locadas no espaço registrado, e se têm cumprido os repasses de impostos ao governo.

Atenção redobrada

“Estamos atentos acompanhando tudo isso e vamos buscar uma solução o mais breve possível”, concluiu Celestino Oliveira.

Opinião da coluna

Pode ou não ter sido um erro por parte da equipe econômica do atual governo, visto que eles priorizaram as cotações de preços por parte de empresas de outros estados da região Norte (e um do Centro-Oeste). Ocorre que todos sabem que a família do governador Gadson Cameli mantém seus negócios no Amazonas, o que torna o decreto muito, mas muito suspeito!

Ação parlamentar

A senadora Mailza Gomes (PP) se reuniu ontem, 8, com a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, a fim de apresentar alguns editais do governo federal (que se encontram em aberto) para financiamento de projetos na área de segurança pública.

Objetivo

A ideia era propor a união dos órgãos representados no encontro (além do MPAC, a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça do Estado) na construção de uma parceria em prol da ressocialização de detentos.

Plano de recuperação fiscal

Integrantes do conselho de administração do Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia S.A se reuniram ontem, 8, com o governador Gladson Cameli para tratar do plano de recuperação fiscal, que deve ser apresentado pelos acionistas nos próximos dias, na tentativa de livrar a empresa da decretação de falência.

Nada de Estado

A Peixes da Amazônia executa um modelo de gestão baseado na parceria público-privada-comunitária. Os acionistas afirmam que esse modelo precisa ser mudado e defendem uma administração única, sem interferência do Estado.

Amargando prejuízos

Segundo o presidente do conselho de administração da empresa, Beto Moretto, os empresários investiram R$ 82 milhões no empreendimento. Desse total, um terço foi bancado pelos sócios.

Com as próprias pernas

“A Peixes da Amazônia precisa andar sozinha, sem a interferência direta do Estado. Nossa meta é produzir, vender e gerar emprego”, disse Moretto.

Pedido

O governador Cameli pediu aos empresários e acionistas que apresentem um plano dentro do prazo dado pela justiça para recuperação fiscal da empresa, uma vez que o Estado não entende que a concordata ou falência seja a melhor saída para o problema apresentado.

É cada uma!

Foto: Agência Contilnet

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), gravou um vídeo em que aparece ao lado de um representante do Estado em Brasília. Fonte da coluna comentou que apesar de querer parecer que estava em Brasília, o prefeito cruzeirense participava de um ato em Washington, capital dos Estados Unidos, realizado pela Igreja Batista do Bosque.

Pouco antes

Isso ocorreu pouco antes da alagação do Rio Juruá, que atualmente, segundo dados da própria prefeitura do município, desabriga mais de 6 mil famílias.

Dinheiro, pelo amor de Deus!

Dias atrás, Ilderlei tratou de publicar um decreto de situação de emergência para poder captar recursos do governo federal sem a burocracia de sempre. Em resumo, estava atrás de mais recursos.