Governo quer criar escola militar integral dentro de Centro Socioeducativo

Atualmente, mais de 180 jovens que cumprem medidas socioeducativas estão estudando nas unidades – Foto: Angela Peres

Em uma parceria, envolvendo o Instituto Socioeducativo (ISE), e as Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) e Educação (SEE), estão sendo estudadas propostas para a grade de ensino de 2019, nos centros socioeducativos. A ideia é levar ensino em tempo integral aos internos, nos moldes das duas escolas militares já existentes na rede pública.

Atualmente, mais de 180 jovens que cumprem medidas socioeducativas estão estudando nas unidades. A concepção de ensino é baseada na humanização e na valorização dos educandos.

“Estamos implementando a cidadania, o respeito, a ética e a disciplina, para que esses jovens possam interagir com a sociedade, ao deixarem o sistema, pois a educação transforma vidas. Partindo desse princípio, nossa esperança é que os mesmos não regressem ao mundo do crime e aproveitem as oportunidades ofertadas em estudos e qualificação profissional”, declarou o diretor-presidente do ISE, Rafael Almeida.

Almeida diz ainda que a gestão chega na reta final de um ciclo com vários avanços, principalmente na humanização dos trabalhos, respeitando, valorizando e capacitando os servidores do ISE, entendendo que servidores mais preparados refletem positivamente nos jovens em internação e seus familiares.

“Investimos cerca de R$ 350 mil na formação profissional continuada dos servidores, que ocorreram durante esses três anos e meio de gestão, o que muito me orgulha é ofertar uma pós-graduação em Medida Socioeducativa, pois já estamos na segunda turma que se encerrará no fim desta ano”, comentou Rafael Almeida.

Para a coordenadora pedagógica do ISE, Eliza Nascimento, durante esses dois meses que falta para terminar o ano de 2018, a direção está elaborando uma proposta pedagógica para ser repassada ao conselho de ensino através da escola Darquinho com a equipe da Secretaria de Estado de Educação.

“São duas propostas diferenciadas: nas unidades socioeducativas Santa Juliana, Aquiri e Mocinha Magalhães, os alunos estudarão pela manhã e no contraturno eles estarão participando de formações e oficinas profissionalizantes. Já a unidade Acre terá uma proposta especial onde será inserido o ensino militar em tempo integral”, declarou Eliza Nascimento.

Agência Notícias do Acre