Governo lança aplicativo de enfrentamento à violência contra a mulher

Foto: Val Fernandes

O governo do Estado lançou nesta sexta feira, 7, uma nova ferramenta de apoio às mulheres vítimas de violência. O aplicativo SOS Maria já está disponível para download gratuito nas plataformas Android.

Desenvolvido a partir de parceria com o governo do Piauí, por meio de um termo de cooperação, o aplicativo atuará com duas funções básicas: de denúncia, que pode ser feita até por terceiros, e o chamado botão do pânico, por meio do qual a mulher poderá chamar a polícia discretamente, em situação de perigo iminente.

O projeto, desenvolvido pela vice-governadora Nazareth Araújo, contou com recursos doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e envolveu o esforço conjunto das secretarias de Segurança Pública (Sesp), de Ciência e Tecnologia (Sect) e de Políticas Públicas para as Mulheres (SepMulheres). A iniciativa conta ainda com o apoio do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), do Ministério Público do Acre (MPAC) e da Defensoria Pública do Estado.

“Se queremos uma sociedade de paz, precisamos realmente investir naquilo que fortalece o ser humano, que é sua integridade física moral, sua dignidade”, afirma Nazareth Araújo, após agradecer todos os parceiros. Ela pontuou ainda que o investimento para esse projeto foi de R$ 179 mil, o que possibilitou a viabilização de veículo, de notebooks, de um servidor de ciência e tecnologia para fazer o acompanhamento desse aplicativo.

“A união de todas e de todos é o que oportuniza às mulheres melhores condições em suas vidas, para que a gente tenha, assim, uma sociedade mais evoluída, economicamente produtiva, responsável socialmente e equilibrada. Quando temos uma família que não sofre violência doméstica, estamos preservando também a criação dos filhos, preservando essas crianças de assistir a um ato de violência e, assim, passar a imaginar que a violência seja a solução”, completou a vice-governadora.

Renata Souza, secretária de Ciência e Tecnologia, explica como funcionará o aplicativo. “Uma terceira pessoa, que souber que uma mulher está sendo agredida, pode denunciar, tirar foto, gravar vídeo e enviar pelo aplicativo. Tem também o botão do pânico, que é a possibilidade que a mulher tem de chamar a polícia caso esteja na iminência de ser agredida. A polícia vai ser acionada pelo Ciosp [Centro Integrado de Operações em Segurança Pública], por meio de georreferenciamento.”

Durante a solenidade, foi feita também a divulgação do Plano Estadual de Políticas para Mulheres, organizado pela SEPMulheres, no qual foram ouvidas mais de seis mil mulheres em todos os locais do Acre, mostrando um cenário das condições que elas enfrentam. O objetivo e traçar diretrizes incluindo todas as áreas da sociedade, de uma maneira transversal. “Temos que traçar as estratégias em todas as áreas, como na agricultura, na questão da educação, no desenvolvimento humano, na qualificação profissional e na própria educação da mulher, que é um instrumento de emancipação reconhecido”, finalizou Nazareth Araújo.

Fhaidy Acosta