Funcionário público investe R$ 40 mil e recria táxi fusca após reforma: ‘É minha paixão’

Apesar de ser um sonho de menino, Machado Assis comprou o tão sonhado carro há cerca de dois anos e meio – Foto: Alcinete Gadelha

Amarelinho, câmera de ré, travas e alarmes. Logo em cima, a plaquinha diz que é táxi, mas, na verdade, é o sonho do funcionário público Machado Assis, de 57 anos, tomando forma. Desde a infância, ele é apaixonado por fuscas, mas só há dois anos e meio comprou o veículo de 1979 e começou a reforma.

Desde então, já foram R$ 40 mil investidos no fusca. Porém, o motor e a lataria são originais do carro. “As travas, alarmes, vidro, câmera de ré. Eu reformei ele todo. Original, ele tem o motor e a lataria, que são características originais”, disse.

O valor, investido nas reformas, daria para comprar um carro popular, por exemplo, mas prontamente Assis declara: “ele é minha paixão”.

Com todas as mudanças já feitas, ainda tem mais uma que está nos planos do servidor público. “Ainda vou gastar mais. Estou pensando em deixar o carro conversível”, planeja.

A nova transformação, de acordo com o orçamento que fez, deve custar em torno de R$ 4 mil. Dinheiro que vale a pena ser investido para chegar ao modelo tão sonhado.

Táxi fusca

E outro acessório que chama a atenção no fusca quando roda pelas ruas de Rio Branco é uma placa de Táxi que carrega. Com a lataria em dia, nem pra acreditar que o fusquinha tem 40 anos. E a brincadeira não para apenas unindo o vintage e o atual, mas ele decidiu recriar os táxis fuscas.

Apesar de não ser taxista de fato, as pessoas sempre o procuram interessadas em uma corrida, o que o faz explicar que a brincadeira é apenas uma homenagem.

“Então bolei isso aí. Inclusive ainda vou colocar a faixa. Comprei também um relógio antigo de taxista e vou instalar nele, mas o táxi mesmo é só de agá[brincadeira]”, explica bem-humorado.

Além disso, Machado conta que, às vezes, quando para em algum lugar, surgem várias pessoas perguntando se faz corridas. É necessário explicar que trata-se apenas de um acessório e que não visa lucro com isso. “É um hobby, apenas”, garante.

A ideia com isso é resgatar um pouco a história desse carro bastante usado por taxistas e também prestar homenagem.

Os cuidados

Machado conta que o uso do veículo é esporádico e apenas em momentos raros. Em dias chuvosos, sair de casa? Nem pensar. “Às vezes pego ele à tardinha e dou uma volta. Quando chove não coloco na chuva”, revela.

Em tom de brincadeira, diz que a esposa ameaçou jogar o carro no rio, a resposta não poderia ser diferente: “Disse a ela que me jogue junto. Ela [a esposa] reclamou porque gasto mais com o carro do que com ela”, diz.

Participante do Clube do Fusca em Rio Branco, Machado está sempre reunido com outros amantes do carro e faz passeios frequentes, o que chama a atenção de quem vê e o enche de orgulho por pilotar o carro dos sonhos.

Portal G1/AC