Enjeitado pelo povo

Foto: Reprodução

Uma pesquisa de opinião para consumo interno, mandada fazer pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), revelou que ele tem 83% de rejeição entre os eleitores do município.

Carta fora do baralho

Especialistas no assunto afirmam que quando esse índice é maior que 50%, as chances de eleição – ou reeleição, como é o caso de Ilderlei – são bastante reduzidas. Do que se pode concluir que com 83% de desaprovação, o prefeito do PP pode se considerar fora do jogo político no ano que vem.

Não queria, mas agora quer

Antes mesmo de mandar sondar a opinião do eleitorado cruzeirense, Ilderlei andou a dizer que não seria candidato à reeleição. Em sua mira estaria o mandato de senador nas eleições de 2022. O rapaz, não obstante a pequena estatura política, mostra o tamanho de sua presunção.

Uivos

Além disso, ameaçou o correligionário Gladson Cameli com a bravata de que deixaria a sigla caso o aliado nomeasse o ex-prefeito Vagner Sales (MDB) como articulador político do governo na região do Juruá. O uivar do lobo não colou, e Ilderlei voltou a balir como o Cordeiro de sempre.

Tô nem aí

Segundo fonte da coluna, por conta das brigas figadais entre o atual e o antigo prefeito, Gladson não haverá de se meter na disputa eleitoral de 2020. Se o fizesse, teria de decidir por um lado – e certamente colheria desafetos do outro.

A grande família

Enquanto a popularidade do sucessor cai em pedaços, Vagner Sales cogita lançar um dos filhos para a prefeitura. A preferência recai sob Fagner – mas se for preciso, o ex-prefeito se diz disposto a colocar na mesa o nome da deputada federal Jessica Sales – conforme já anuncia aos quatro ventos.

Sobe

Pra piorar ainda mais a situação de Ilderlei, seu vice, Zequinha Almeida, também do PP, anda com a popularidade em alta, e por isso o partido no município avalia que ele seria o único nome em condições de bater chapa com os Sales.

Inferno astral

A Frente Popular, ainda capitaneada pelo PT, segue sem um nome definido. O que, convenhamos, em nada muda o inferno astral do atual prefeito cruzeirense.

Oitiva

No próximo dia 14, a Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul realizará audiência pública para debater a malfadada taxa do lixo criada por iniciativa de um projeto do Executivo aprovado pelo Parlamento Municipal.

Autor do pedido

O requerimento aprovado em plenário é do vereador Elenildo da Pesca (PP), integrante da base aliada de Ilderlei Cordeiro na Câmara.

Objetivo

Segundo Elenildo, a iniciativa tem por objetivo ouvir os representantes dos órgãos públicos com atuação no município – entre os quais o Ministério Público Estadual –, e líderes comunitários, em especial os presidentes de associações de bairro.

Os olhos da cara

Criada a partir da desvinculação do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), a taxa cobrada sobre o recolhimento do lixo domiciliar foi estabelecida em R$ 25,90 por residência. Em Rio Branco, de acordo com Elenildo da Pesca, a média cobrada por imóvel é de R$ 5,58.

Minúcias

Outro detalhe importante na tunga a maior aplicada pelo prefeito no bolso dos munícipes é que a desvinculação dos tributos não fez reduzir o valor do IPTU. Pra agravar ainda mais esse quadro, a coleta de lixo deixa muito a desejar.

Contabilidade política

Diante do exposto, o leitor da coluna pode facilmente intuir o porquê de o prefeito cruzeirense amargar uma rejeição superior a 80%. Isso significa que a cada 100 moradores do município, apenas 13 aprovam sua gestão.

Picadura

Em termos eleitorais, o desastre é iminente. Só Ilderlei Cordeiro insiste em ignorar os fatos, picado que foi pela iludente ‘mosca azul’.

Dissidência

Foto: Reprodução

Na semana que passou, representantes de quatro partidos nanicos que integravam o antigo governo se reuniram para definir os novos rumos. O bordão dos dissidentes é que a Frente Popular do Acre acabou.

Novo endereço político

Dirigentes do Pros, PV, PSOL e Podemos se juntaram e decidiram – ao que parece – marchar junto com a turma de Gladson Cameli.

Satélites

O desfalque não é tão grande quanto pode parecer. Essas siglas orbitaram os governos do PT durante décadas, e assim conseguiram se manter vivas no cenário político local.

As águas vão rolar

A despeito da perda diminuta, o PT segue sob um dilema: lançar candidatura própria à prefeitura de Rio Branco ou apoiar Socorro Neri (PSB) à reeleição. O certo é que muita água ainda haverá de rolar sob as pontes do Rio Acre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *