Engalfinhados na capoeira

Folha do Juruá/Da Assessoria/Da Assessoria

O ex-prefeito e atual presidente regional do Democratas, Tião Bocalom, abriu o verbo contra a tentativa de nova rasteira que lhe preparam no âmbito partidário. A subida de tom foi uma resposta à declaração do deputado federal Alan Rick, segundo a qual a legenda deverá passar por mudanças de direção em março.

A história em círculos

A história se repete: em setembro de 2013, após eleito Marcio Bittar para a Câmara Federal pelo PSDB, Bocalom teve que deixar o partido depois de algumas rusgas entre ele e Bittar. Foi então que assumiu o Democratas no Acre.

Cangapé

Agora é a vez de Alan Rick puxar o tapete do ex-prefeito de Acrelândia. E tudo porque Bocalom não concorda em se juntar à turma do senador Gladson Cameli.

Acaso

A desdita do atual presidente do DEM se iniciou com um evento ocorrido dentro da aliança que apoia Gladson ao governo. Foi o PSDB do deputado Major Rocha que, sem querer, pode ter selado o destino do Democratas no Estado.

Anúncio da discórdia

Ao anunciarem a jornalista Mara Rocha como provável pré-candidata ao Senado, os tucanos acabaram caindo em desgraça nas hostes do MDB, que retirou apoio ao nome até então mais cotado para vice de Gladson – o médico oftalmologista Eduardo Velloso.

Corresponsável

Com isso, os emedebistas passaram a cogitar o deputado Alan Rick como vice na chapa de Cameli, afastando o PSDB do centro da aliança. Sem conseguir viabilizar o nome de Mara Rocha ao Senado, o partido deve ser indiretamente responsabilizado pela crise no DEM.

Ele não crê

Sobre a mudança alardeada por Alan Rick, que saiu recentemente de um encontro com o presidente nacional da legenda cantando vitória, Tião Bocalom diz não acreditar na reformulação da executiva estadual do partido.

Põe na conta!

E quando perguntado se atribui toda a orquestração que visa tirá-lo do comando do partido no Acre, Bocalom não se furta a declarar que debita o estrago na conta pessoal do senador Gladson.

Dois meses de silêncio

Bocalom acrescenta que meses atrás, Alan Rick foi convidado pelo senador a compor com ele a chapa ao Palácio Rio Branco. A oferta levou Bocalom a retirar sua pré-candidatura ao Senado – só que feito isso, ele e Rick não receberam uma ligação sequer do senador do PP por um período de 60 dias.

Inimigo íntimo

E no seu estilo ‘bateu, levou’, Tião Bocalom manda avisar que se os ‘aliados’ o querem como inimigo, “que se preparem”!

Agenda cheia

Mas enquanto o ex-prefeito de Acrelândia estrebucha através da imprensa, Alan Rick segue uma agenda de encontros partidários que tendem a fortalecer a sua posição de provável futuro presidente do DEM no Estado.

Engenharia política

Fonte da coluna ligada ao parlamentar federal contou que o grupo de Rick montou uma engenharia política a fim de apresentar um segundo nome do partido para concorrer à Câmara, ante a suposição de que Bocalom não permaneceria na sigla após a intervenção da executiva nacional.

Sigilo absoluto

O nome do futuro pré-candidato a deputado federal pelo Democratas não foi revelado por nossa fonte, que garantiu, porém, se tratar de um político com mandato. Pelo visto, Bocalom ainda terá muito que se queixar até as eleições de outubro.

Arenga interna

Ainda sobre o imbróglio que tomou conta do Democratas no Estado, o presidente regional do Partido Progressista (PP), José Bestene, reagiu às declarações virulentas de Bocalom. Segundo Bestene, a arenga não passa de um ‘conflito interno’, e que só diz respeito a Bocalom a Alan Ricka.

Tamos fora!

O presidente do PP recomendou a Bocalom que retirasse o nome do senador Gladson da disputa interna travada com Alan, a qual deverá decidir quem vai levar o Democratas para casa.

O voo das abelhas

Têm uma abelhinha rondando certo site digital. Voa pra lá e pra cá. O que anda querendo essa abelhinha? Ora, ora, ora, me digas que mel andas a comprar que te direi o que andas a beber! Essas abelhinhas…

Tiradas reiteradas…

O ex-deputado estadual Luiz Calixto foi às redes sociais indagar se há, no reino do Facebook, algum intelectual capaz de responder à seguinte pergunta, por ele formulada: “por que o empresário Jarbas Soster não vai ao Ministério Público, Estadual ou Federal, para entregar as provas e indícios sobre irregularidades no Programa Ruas do Povo?”.

Cutucão

É de Calixto também o comentário cáustico sobre a campanha do casal Marcia e Marcio Bittar em defesa da união das oposições. Acompanhe: “Depois de sacanear e levantar falsos contra os senadores Sérgio Petecão e Gladson Cameli e dar argumentos aos petistas, os Bittars pregam a unidade da oposição e ninguém acredita”, cutucou ele.

Vazamento e goteiras

Enquanto prega a unificação das oposições em uma só aliança, Marcio Bittar dá declarações como a que vazou em áudio nos grupos de WhatsApp, na qual ele revelou possíveis planos dos caciques de oposição para as eleições de outubro.

Na gravação, Bittar deu como certa a sua eleição, citou valores gastos em campanha e comentou suas brigas com o deputado federal tucano Major Rocha.

Marketing pessoal

Desde então, o ex-deputado e pré-candidato ao Senado pelo MDB tenta se apresentar como uma figura que trabalha pela união das oposições.

Marretada

“O tempo passa, o tempo voa e o senhor Marcio Bittar, que só aparece em época de eleição, ainda não deu suas explicações sobre as inverdades e acusações que fez contra os senadores Sérgio Petecão e Gladson Cameli. O PT agradece”, escreveu Calixto em seu perfil no Facebook.