Encontrando a si mesma

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Por Jefferson Henrique Cidreira (*)

Chorar não é sinônimo de fraqueza
E o esvair da dor e da solidão
É preparar-se para novas batalhas
É humanizar-se, preencher o coração

Cada escolha é um abrir de mãos
Fechar a porta, seguir caminho
Enfrentar as consequências
Por os pés no chão

É saber de todos os desafios
Dos espinhos, das lágrimas que cairão
Contudo, mesmo sangrando
É ter certeza que elas não te consumirão

É enfrentar a si mesma
É enfrentar a ilusão
De que sem ele não viveria
É saber sangrar e ter a confiança que esses dias passarão

Que o para sempre nem sempre é verdadeiro
Nem sempre é o melhor para sua alma, coração
Se se findou, então era questão de tempo
Não era o momento, hoje é dispersão

Recarregue-se, não desanime
Esta é a estrada onde acharás teu medo, tuas incertezas, dor, esperança, amor, seu coração
Encararás a si mesma, deserto, dor, desilusão
E finalmente quando se achares desse manto de perdição, encontrarás a saída, fortalecida, serás tu mesma a brisa e o furacão.

(JHC, 26.12.18, Rio Branco- AC)

(*) Jefferson Henrique Cidreira é professor, escritor, membro da Sociedade Literária Acreana- SLA. É graduado em História, Mestre em Linguagem e Identidade, ambas pela Universidade Federal do Acre.