Disputa

Foto: Agência Aleac

Um grupo de deputados que conquistou a reeleição confabulava ontem durante a sessão da Assembleia Legislativa no sentido de lançar o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) como primeiro secretário da Casa, compondo a próxima Mesa Diretora, a ser eleita no início de fevereiro do ano que vem.

Estreia

Já defendendo a sigla do PSDB, Luiz Gonzaga chegou ao parlamento estadual em 1999, integrando o grupo político do então vice-governador Edson Cadaxo, que formou chapa ao governo com o então ex-prefeito de Rio Branco Jorge Viana (PT).

Trajetória

Após breve tempo perfilado à Frente Popular, Gonzaga migrou para a linha de frente da oposição aos governos capitaneados pelo PT nos últimos 20 anos, posição em que se encontra até hoje, ocupando, também, cargo de direção no ninho tucano do Estado.

Projeção

A considerar a postura política do parlamentar durante todo esse período, a sugestão daqueles que sugerem o nome do tucano para a primeira secretaria do parlamento estadual tem tudo para vingar.

Providências

A propósito da Operação Democracia, desencadeada ontem, 19, pela Polícia Federal, em desfavor de servidores do Instituto de Terra do Acre (Iteracre), a assessoria de imprensa do governador Tião Viana divulgou nota na qual afirma que a determinação deste último foi de afastar dos cargos todas as pessoas acusadas de crime eleitoral.

Medida

Segundo o texto, assinado pelo jornalista Leonildo Rosas, porta-voz do governo, a decisão prevalecerá até que a denúncia seja esclarecida, para se evitar, assim, que se faça qualquer prejulgamento sobre o caso.

Controle interno

“A Controladoria-Geral do Estado, pautada em sua função de realizar o controle interno do Governo, sempre orientou todos os órgãos a tratar seus processos com ética, transparência e lisura”, diz a nota.

Tolerância zero

E segue, para encerrar o comunicado oficial: “Ao longo de seus dois mandatos, o governador Tião Viana determinou tolerância zero em caso de corrupção, mas respeita a presunção de inocência até que se cumpra os ritos legais”.

Dois pesos, duas medidas

Não bastasse a denúncia de que o ex-secretário de Saúde de Cruzeiro do Sul Edir Clemente Silva do Nascimento recebe salário pago pelo município, enquanto cursa Medicina na Uninorte, em Rio Branco, o prefeito Ilderlei Cordeiro (PP) é acusado de demitir, nos últimos dias, três médicos que atuavam no município.

Fantasma

Clemente deixou o cargo de secretário para exercer as funções de enfermeiro, mas tem não estaria comparecendo ao setor em que está lotado, segundo denúncia feita pelo vereador Ronaldo Onofre. “A prefeitura está bancando essa faculdade”, disse o parlamentar.

Diga lá, seu Cordeiro!

O prefeito Ilderlei Cordeiro (PP) precisa explicar, e com urgência, por que mantém o salário de alguém que faz faculdade na capital, e por isso não comparece ao trabalho, enquanto trata de cortar três médicos que batem ponto nos postos de saúde, a fim de atender a população.

Agenda governamental

O governador eleito Gladson Cameli (PP) tem visitado os representantes dos demais poderes constituídos do Acre, a exemplo do Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual (MPE), conforme ocorreu ontem, em relação a este último.

Aliancista

O senador, que assume o comando do Estado a partir do dia 1º de janeiro de 2019, destacou a importância da união entre os Poderes e Instituições para o desenvolvimento do Estado e também no combate à violência.

Decisiva

A reunião entre 18 prefeitos e os membros da bancada federal acreana – tantos os atuais quanto os eleitos no pleito do dia 7 de outubro –, ocorrida na sede da Amac (Associação dos Municípios do Acre), na quinta-feira, 18, foi decisiva para que os gestores compreendam a importância de adequarem os gastos com pessoal ao que manda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Detalhe

Conforme a LRF, os municípios devem comprometer, no máximo, 54% da receita orçamentaria com a folha de pagamento de pessoal. E das 22 duas prefeituras acreanas, apenas oito se enquadram na regra, o que mostra o desdém dos atuais e – em alguns casos – dos antigos gestores municipais.

Exemplos

Entre os municípios que respeitam a determinação da LRF está Rio Branco, cuja prefeitura atualmente é governada pela prefeita Socorro Neri (PSB). Os demais são: Assis Brasil, do tucano Zum; Epitaciolândia, de Tião Flores (PSB); Feijó, administrada por Kiefer (PP); Sena Madureira, de Mazinho Serafim (MDB); Tarauacá, de Marilete Vitorno (PSD); e Xapuri, cujo prefeito é o petista Bira Vasconcelos.