Deu na Folha

Foto: Secom

O jornal Folha de S.Paulo publicou ontem, 11, uma entrevista com o governador do Acre, Gladson Cameli (PP). O foco jornalístico foi a exploração econômica das terras indígenas, tema recém-anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), e também o modelo de desenvolvimento econômico a ser adotado para o estado pelo novo governo.

Contra

Em relação à proposta de explorar terras indígenas, Gladson enfatizou não ver necessidade disso.

Guinada

“Cameli também diz não ver futuro em um modelo econômico para a Amazônia baseado no extrativismo, como defendia o mais famoso ativista acriano, Chico Mendes, morto há 30 anos”, registrou a Folha.

Prioridade

Sobre os desafios enfrentados neste começo de mandato, Cameli afirmou o principal é pagar o 13º salário dos servidores aposentados e pensionistas. Segundo ele, sua equipe ainda se ocupa me avaliar as condições das finanças do estado.

Corte nas despesas

À Folha, o governador do PP afirmou que a reforma administrativa proposta por ele e aprovada pelos deputados estaduais reduziu o tamanho da máquina pública e acarretará economia de aproximadamente R$ 100 milhões por ano.

Agronegócio

“O segundo passo será impulsionar a economia abrindo o nosso estado para o agronegócio. A nossa agenda estará focada em criar oportunidades de negócios e gerar empregos”, disse ele ao repórter João Pedro Pitombo.

Combate à violência

Perguntado sobre como resolver o problema da criminalidade, Gladson fez referência ao fato de o Acre fazer fronteira com Peru e Bolívia, de onde partem as armas e as drogas que fomentam a criminalidade no estado e instigou a instalação dos grupos criminosos causadores dos grandes problemas no âmbito da segurança pública. “Minha ideia é desenvolver um plano emergencial e buscar parcerias com as Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal”, disse ele.

Aparelhamento das polícias

O governador também promete dar condições às polícias a fim de que possam combater o tráfico. “Na gestão anterior se gastava mais com propaganda do que com o custeio da Polícia Militar”, alfinetou.

Alinhamento

Em relação às primeiras medidas adotadas pelo governo Bolsonaro, Cameli afirma que sua gestão será alinhada à agenda que o presidente tem adotado. “Concordo com as medidas que ele está propondo. Eu vim do Legislativo e sei que as reformas são essenciais para o país voltar a crescer e para que estados e municípios possam se desenvolver”, argumentou.

Ineditismo

Gladson frisou ainda o fato inédito protagonizado pelo presidente da República em montar seus ministérios sem a interferência das famigeradas indicações políticas. “Daremos apoio ao presidente com nossos três senadores e nossa bancada de deputados federais”, garantiu ele.

Em crescendo

Continua a render a arenga iniciada pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), com Gladson Cameli. O noticiário local se ocupou do tema, à exaustão, nos últimos dias.

É guerra!

Na declaração de guerra feita ao governador, o prefeito da região do Iaco promete cerrar fileira com a oposição. E já tratou de se aproximar do senador Jorge Viana (PT).

Baixo calão

Nas declarações que têm feito à imprensa, Mazinho não poupa nos adjetivos pejorativos que dirige a Cameli. São impublicáveis, de tão cabeludos.

Pavio curto

A ruptura política do prefeito de Sena tem origem na disputa por cargos no Núcleo da Secretaria de Estado de Educação no município. Preterido nas indicações dos ocupantes, que ficaram a cargo do deputado estadual Gehlen Diniz (PP), a bomba acabou por detonar rapidinho. Não é à-toa, pois, o que dizem do prefeito emedebista sobre ter o pavio curto.

Reprise

Serafim, por sinal, já havia apontado o canhoneio para Marcio Bittar ao Senado da República. Em plena campanha, o prefeito anunciou que não faria campanha para o correligionário depois que a esposa, Meire Serafim, foi recusada como primeira-suplente na chapa de Bittar. No dia seguinte ao rompimento, Mazinho abraçou a candidatura de Ney Amorim (PT).

Nada a ver com isso

Sobre essa querela entre os adversários políticos, o senador Jorge Viana deixou claro não ter qualquer participação no episódio. Em viagem pelos municípios acreanos, a fim de prestar contas do mandato, o senador asseverou que pretende manter distância das atividades políticas por algum tempo.

Cafezinho e nada mais

Sobre sua passagem por Sena Madureira, durante a qual foi convidado pelo prefeito para um cafezinho, Jorge Viana esclareceu que os problemas políticos dos opositores devem ser resolvidos entre eles.

Nota do MDB

A executiva estadual do MDB emitiu nota no fim da manhã de ontem, 11, na qual contestam as declarações do prefeito de Sena Madureira, que segundo o texto “não refletem a posição oficial do partido”.

Apoiadores incondicionais

A direção do MDB afirma manter “apoio incondicional” a Gladson Cameli, “cujo governo ajudou a construir e onde tem efetiva participação”.

Tréplica

Em resposta à nota do seu partido, Serafim afirmou que a posição da cúpula emedebista visa tão-somente “manter os carguinhos no governo”