Deu até BO

Foto: Reprodução TV Juruá

Reunião na prefeitura de Cruzeiro do Sul, na última sexta-feira, 19, terminou em caso de polícia. O vereador Marivaldo da Várzea (PP) agrediu o colega Ronaldo Onofre (PDT), que tem denunciado supostas falcatruas na Câmara Municipal, além de apontar os erros da gestão do prefeito Ilderlei Cordeiro (PP).

Pauta

Convocada por Ilderlei, a reunião tinha por objetivo esclarecer a demissão em massa que ele providenciada na inchada máquina pública municipal. Diz um participante do encontro que Cordeiro chegou a verter lágrimas em decorrência da obrigação de exonerar os apaniguados políticos.

Ninguém escapa

A propósito, nesse processo de adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal, foram cinco os médicos dispensados pelo alcaide cruzeirense – e não três, como informado por um site local e reproduzido nesta coluna.

Ou melhor…

Mas a verdade é que a navalha de Ilderlei só corta a carne alheia – e nunca a própria. A esposa dele, atual secretária de Ação Social, e a irmã, chefe de gabinete, seguem firmes nos cargos.

Infiel

A propósito, o vereador Marivaldo concorreu ao cargo de deputado estadual pelo partido do governador eleito Gladson Cameli, após deixar o MDB. Perdeu a eleição e agora corre o risco de ficar sem o mandato na Câmara. É que a executiva municipal emedebista, por determinação do ex-prefeito Vagner Sales, foi à justiça eleitoral declarar infidelidade partidária.

Dois processos

O mesmo acontece em relação à vereadora Lucila Bruneta, em um caso similar a de Marivaldo.

Pesca de arpão

O caso não é tão simples como parece na superfície. Uns metros abaixo da turbidez das águas políticas no Juruá, jaz a briga de arpões entre Vagner e Cameli. Este último, além de Lucila e Marivaldo, deu guarida a Ilderlei e ao tio dele, Rudilei Estrela, que tentou desbancar Jessica Sales com uma candidatura a deputado federal.

Manobras emedebistas

Tal desencontro entre os Sales e o governador eleito já resultou em uma guerra nos bastidores. O MDB quer a presidência da Assembleia Legislativa, já teria ‘nomeado’ Eliane Sinhasique – que não se reelegeu para o parlamento estadual – para uma secretaria no futuro governo, e trabalha para emplacar na Comunicação um velho jornalista ligado ao partido, que atualmente atua como colunista político de um site local.

Diz aí, Excelência!

Não se sabe – e ninguém perguntou – o que acha de tudo isso o senador eleito pelo Marcio Bittar. Ainda que ligado a Vagner Sales, Bittar não deverá comprar a briga do partido pelo qual foi eleito para a segunda vaga no Senado.

Remember

Até porque já se mostrou pouco fiel à sigla, quando, em 2002, eleito deputado estadual pelo então PMDB, tratou de trocá-lo pelo PPS, fiado na eleição de Ciro Gomes para a Presidência da República. Ciro acabou em terceiro lugar na disputa daquele ano, depois de chamar um eleitor de burro durante entrevista a uma emissora de rádio, declarar que o papel da então ‘esposa’ Patrícia Pillar na campanha era o de ‘dormir’ com ele e se indispor com inúmeros jornalistas.

Manda quem pode

A iniciativa do vice-governador eleito Major Rocha (PSDB) em convidar para a Secretaria de Educação do futuro governo o ex-reitor da Universidade Federal do Acre Minoru Kimpara não agradou a Gladson Cameli (PP).

Contraordem

Logo após a divulgação da notícia, a assessoria de imprensa do futuro governador do Acre soltou um release no qual Cameli afirma não ter havido ‘anúncio oficial’ sobre a escolha do seu secretariado.

Sopro depois da mordida

O texto da assessoria, claro, tenta minimizar a contradança. Depois de falar do respeito do pepista pelo ex-reitor da Ufac e garantir que o senador teria conversado com seu vice sobre o assunto, o escriba arremata: “No entanto, isso não significa que seu secretariado está definido”.

Desquite

A desautorização feita a Rocha pode até não ter gerado atrito com o aliado tucano, mas ao que tudo indica (e a julgar pela personalidade narcisista do vice de Gladson), tudo leva a crer que a lua de mel entre eles haverá de acabar muito em breve.

Inveja?

Aliás, a iniciativa de convidar Kimpara para o governo nos leva a crer que tenha sido motivada pela repercussão que causou o anúncio de que Cameli tentou persuadir o deputado estadual Ney Amorim a se filiar no PP.

Dores de cabeça

E se todo gestor público sonha com um vice discreto e disposto a fazer papel de coadjuvante, tudo indica que Wherles Rocha quer mesmo é virar protagonista no futuro governo. Melhor Gladson providenciar um bom estoque de aspirinas.

Vergastada

A revista Isto É bateu duro em Marina Silva, fundadora da Rede Sustentabilidade, sigla que corre o risco de desaparecer após o desempenho pífio nas eleições deste ano.

Pequenez

A Rede conseguiu eleger apenas uma deputada federal, a indígena Joenia Wapichana, de Roraima. E pela nova legislação, para ter direito aos os recursos do Fundo Partidário, precisaria ter tido representantes em pelo menos outros oito estados.

Despenhadeiro

Dia um trecho da matéria da Isto É: “O resultado eleitoral é certamente fruto do próprio salto no despenhadeiro que virou a campanha de Marina. (…) Ao longo da campanha, foi despencando. Marina parece ter sido duramente punida pela repetição de pecados que já a atingiram nas eleições anteriores. Especialmente por ter sido omissa em tecer opinião em momentos cruciais em que sua posição era esperada. De exótica, ela tornou-se um animal político ameaçado de extinção”.