Detran aponta que de 89 mortes por acidente em 2018 no AC, quase 50% envolveram motos

Do total de mortes, 47% envolveram motocicletas, sendo 42 vítimas entre piloto, passageiro ou pedestre atropelado – Foto: Adelcimar Carvalho/G1

O número de vítimas fatais de acidentes de trânsito no Acre chegou a 89 no ano passado, segundo levantamento divulgado pelo Departamento de Trânsito do estado (Detran-AC). Dessas mortes, 47% envolveram motocicletas, sendo 42 vítimas entre piloto, passageiro ou pedestre atropelado.

Os casos são 15,5% maiores que em 2017, quando 77 pessoas morreram em acidentes de trânsito, sendo que 35 envolveram motocicleta. Os números, de acordo com o Detran, consideram as vítimas fatais de acidentes de trânsito tanto em vias estaduais como federais.

Sem incluir as vias federais, o número de mortes no Acre em 2018 chegou a 50, sendo 22 envolvendo motocicleta. Em 2017, foram 51 vítimas fatais e dessas, 29 envolveram motos.

Na capital acreana, levando em consideração tanto as vias estaduais como federais, foram registradas 42 mortes em acidentes de trânsito, sendo que 19 envolveram motos. Sem contar com as vias federais, foram 26 mortes de trânsito em 2018, e dessas, 13 foram com motocicletas.

Mais de 50% dos veículos no AC são motocicletas

O Detran informou que mais da metade dos veículos que circulam no estado são motocicletas. Conforme os dados, do total de 270 mil veículos, 142 são motos e dessas, 80 mil são na capital Rio Branco.

A coordenadora da educação de trânsito do Detran-AC, Cléia Machado, afirmou que o motociclista acaba tenho uma vulnerabilidade maior no trânsito. Segundo ela, as causas para os acidentes são muitas.

“Grande parte dos veículos do estado são motocicletas e a moto, querendo ou não, é um veículo de extrema vulnerabilidade. Com exceção do pedestre e do ciclista, o motociclista é um dos agentes mais vulneráveis no trânsito. Então, as causas para essas mortes no trânsito podem ser várias, mas a imprudência ainda finda sendo a maior delas”, disse a coordenadora.

Sobre as ações para tentar reduzir os números de óbitos no trânsito, Cléia afirma que são principalmente de educação e fiscalização.

“Nosso trabalho é voltado para todas as modalidades de veículos no trânsito. Mas, o motociclista a gente sempre reforça a questão da segurança para evitar acidentes. São ações pontuais de educação e fiscalização”, afirmou.

Portal G1/AC