Compromisso

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A pontualidade no pagamento do salário dos servidores públicos estaduais pelos governos da Frente Popular (FPA) sempre foi exaltada como uma das marcas dessas gestões. A depender do governador eleito Gladson Cameli (PP), essa política deve continuar.

Garantia

Em entrevista ao jornalista Altino Machado no último fim de semana, o ainda senador garantiu que, durante seu governo, não haverá atraso na folha de pagamento do funcionalismo.

Enxugando a máquina

Cameli aposta em uma grande reforma administrativa “para que eu possa ter segurança e saber com o que vou poder contar no final do mês”. Uma das primeiras medidas é enxugar “ao máximo” a máquina estatal.

Coesão

Na entrevista, realizada na casa do jornalista e blogueiro, ele citou como exemplo as políticas de segurança pública, que estariam distribuídas em quatro ou cinco órgãos. “Vamos unificar”.

Reforma federal

Para ajudá-lo a garantir a saúde fiscal do estado, Gladson se diz otimista com uma possível reforma da previdência por parte do futuro presidente, a ser eleito neste próximo domingo. Segundo o senador, o Acre injeta hoje R$ 40 milhões mensais para compensar o déficit previdenciário.

Fim das pensões

Outra medida emergencial será pôr fim às pensões vitalícias de ex-governadores acreanos. Atualmente, cinco ex-gestores, alguns com mandato legislativo em curso, e oito viúvas recebem a pensão, que consome cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos por ano. Uma das pensionistas é a tia de Gladson, Beth Cameli, viúva do ex-governador Orleir Cameli, falecido em 2013.

Equipe

O parlamentar de 40 anos prometeu anunciar os secretários de estado no máximo até o dia 20 de dezembro e disse que os nomes que têm aparecido na imprensa são apenas especulações. Ainda na entrevista, Gladson deixou registrado que encerrará a carreira política após disputar mais dois mandatos eletivos.

Ação ilegal

O Facebook excluiu ontem, segunda-feira, 22, uma rede de apoio ao candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, formada por 68 páginas e 43 contas da rede social.

Guerra suja

Segundo a empresa informou ao jornal O Estado de S. Paulo, os donos dessas páginas, controladores de um grupo chamado Raposo Fernandes Associados (RFA), violaram as políticas de autenticidade e spam ao criar contas falsas e múltiplas contas com os mesmos nomes para administrar os grupos.

Digitais

A empresa que administra o grupo é a Novo Brasil Empreendimentos Digitais Ltda, de propriedade do advogado Ernani Fernandes Barbosa Neto e de Thais Raposo do Amaral Pinto Chaves. As páginas da rede são sempre identificadas com a sigla RFA na descrição.

Ações maléficas

“Autenticidade é algo fundamental para o Facebook, porque acreditamos que as pessoas agem com mais responsabilidade quando usam suas identidades reais no mundo online. Por isso, exigimos que as pessoas usem seus nomes reais e também proibimos spam, uma tática geralmente usada por pessoas mal intencionadas para aumentar de maneira artificial a distribuição de conteúdo com o objetivo de conseguir ganhos financeiros”, diz a nota do Facebook.

Ato inimaginável

Ainda sobre o vale tudo na eleição presidencial, circula um vídeo obtido pelo site Congresso em Foco, que mostra uma tropa de policiais militares de Goiás fazendo campanha, em via pública, em favor do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que vem a ser capitão da reserva do Exército.

Vale tudo!

O inusitado é que os militares da ativa são proibidos por lei de se envolver em atividades político-partidárias. No citado vídeo, durante uma corrida, em uma rua vicinal paralela à Avenida Alfredo Nasser, na cidade de Luziânia, a 60 quilômetros de Brasília, os policiais conclamam os eleitores a votarem em Bolsonaro no próximo domingo

Palavra de ordem!

“Ei, cidadão, por favor, não se esqueça, dia 28 é Bolsonaro na cabeça. Ei, cidadão, por favor, fica contente, ano que vem é Bolsonaro presidente”, cantam. O ato se dá a cerca de 500 metros do 10º Batalhão da Polícia Militar. Cerca de 50 policiais aparecem sem camisa, mas com calça e botas da corporação. Alguns deles usam armas. Ao fundo, ouve-se a sirene de uma viatura policial.

História

Para o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Cezar Britto, esse tipo de manifestação deve ser repudiada. “É grave, é mais um episódio a confirmar o estado de alerta para aqueles que têm na democracia o seu ideal. Utilizar-se da força, do medo e da repressão é uma prática já experimentada nas piores páginas da história do mundo”, afirmou.

Fascismo

Para ele, há um paralelo entre esse tipo de manifestação e o fascismo de Benito Mussolini na Itália. “O uso intimidatório da força organizada era o método predileto de Mussolini na implantação do fascismo italiano. Ele criava o medo e se apresentava como solução para o próprio medo”, ressaltou Cezar Britto.

Opção

Após duas semanas do fim do primeiro turno, a candidata derrotada da Rede à Presidência da República, a ex-senadora acreana e ex-ministra Marina Silva, declarou nesta segunda-feira (22) “voto crítico” no presidenciável do PT, Fernando Haddad.

Exposição de motivos

“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’, ‘banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”, declarou Marina em nota oficial.

Repúdio

As Associações de jornalistas profissionais manifestaram repúdio aos ataques que Jair Bolsonaro (PSL) fez à imprensa em discurso transmitido na Avenida Paulista, durante manifestação ocorrida no domingo (21).

Ameaça

Para as organizações, as declarações de Bolsonaro ameaçam a liberdade de imprensa e a democracia, demonstram que o candidato não compreende a função do jornalismo e elas impõem ao público o discurso que é mais conveniente para o militar.