Completando o Time dos Craques

Foto: Cedida

Este livro é o terceiro volume de uma coleção de contos que atrevidamente passou-se a nomear de “Contos que Contei”. Trata-se de um desafio particular que o autor encarou quando decidiu reiniciar a sua carreira de escritor, já que escrever é algo que queima dentro dele. Acredito que essa missão trará maior aprendizado para a vida do jovem escrevinhador.

Durante a apresentação de Francisco Dandão, jornalista e respeitado cronista esportivo do Brasil, enfatizou tratar-se de “um livro sobre futebol e memória”. Para ele, o autor narra uma espécie de “ajuste de contas com a bola”, em que há grande embate do personagem com a pelota que teima em lhe desobedecer. Dandão expõe de forma singular a realidade em que o personagem viveu ao ser o derradeiro “escolhido no par ou ímpar da pelada”, e, talvez pior que isto, o fato de ter “a obrigação de torcer por algum time…” sem levar em conta “as dolorosas estadas no banco de reservas”, além das “raras vitórias” do seu time.

Uma característica marcante do desafio particular de ser escrevente hoje, é a de gerar produção em temáticas diversas e que desperte o interesse dos leitores. Esta nova tentativa se propõe a gerar produções que sejam interessantes ao olhar dos espectadores, tais como, amor, superação, política, esporte, religião, dentre outras.  Cada volume dessa pretensa coleção trará uma temática específica, assim pensa o literato. Este terceiro é sobre futebol, e traz a visão do desgraçado daquele jogador que compõe o banco de reservas, e quase nunca é chamado para compor o time principal naquela arena aonde atuam os escolhidos. Lembrando que nesta obra, os escolhidos são as estrelas.

Sobre este “Completando o Time dos Craques”, a contista e poetisa, Maze Oliver disse, após degustar a leitura, se tratar de “uma obra literária onde autor e personagem se unem num texto lírico emocionante de confidências significativas, numa relação emotiva e intensa com as experiências relacionadas ao sonho infantil, aonde as dores do insucesso vão sofrendo catarse à medida que o personagem vai encontrando outras formas para melhor conviver com suas frustações”.

A ideia inicial da coleção é produzir doze volumes com até cem páginas cada. Após a superação de alguns vendavais, segue-se o propósito inicial, apesar de pequenos ajustes ocorridos a partir das poucas críticas construtivas recebidas das almas que leram e ofereceram sua relevante contribuição para o aspirante a escritor. Talvez as próximas unidades tenham maior quantidade de páginas, neste caso específico, para atender ao pedido de alguns ávidos leitores.

Diante do êxito, o autor silencia aos que torcem contra as suas chances de vitória. Ele sabe que tinha tudo para dá errado, mas está avançando certo  e, por isso ignora os que falam que os volumes têm poucas páginas porque ele tem pouco poder de argumentação na escrita e blá! Blá! Blá! Obviamente, todo o “blá, blá, blá” é mentira!

Oliver, que recentemente foi presidente da Sociedade Literária Acreana – SLA, enfatiza que neste volume a “comunicação com o leitor acontece de forma lúdica e com uma leve pitada de humor que marcam o livro por sua linguagem divertida que navega entre a fantasia e a realidade com certo petisco de ironia. Obra indicada ao público juvenil, aos torcedores dos times perdedores e aos craques das galáxias”.

Hoje o cara pensa que tem poucos leitores, e por isso, se lançou nesse desafio para manter-se ativo e conquistar a realização do seu sonho. O remoto fato de não ter leitor, não o impediria de seguir acreditando na beleza do seu sonho. Parece que ele precisa desse desafio para alimentar a sua visão do encantamento. Além do que, a cada volume ele tem a sensação de estar construindo algo a mais e relevante ao longo da vida.

No sentido de contribuir, a corretora ortográfica Vânia Holanda, após uma das leituras que fez, escreveu: “no geral, gostei muito, pois utiliza uma linguagem simples e de fácil compreensão, com bom humor e espiritualidade, o que oferece leveza aos textos”.

Olhando de fora, se percebe o desejo do autor em espalhar os seus escritos para os amantes das letras. Ele está sempre demonstrando o seu desejo em compartilhar da sua alegria em produzir. Cada palavra é pensada e posta em seus textos cobertos de emoções, humor, certa ironia e um apanhado de devaneios do cotidiano.

Por fim, estou convicto que o que foi escrito, está escrito e, se quando ele decidir reler a sua produção e enxergar alguma graça no que escreveu isto por si somente, já será a sua recompensa, e assim será feliz com isso. Particularmente não tenho receio de afirmar que se ele tiver uma resposta de algum leitor, ficará ainda mais se espocando de felicidade.

(*) Valdeci Duarte é autor de Completando o Time dos Craques, 3º volume da coleção “Contos que Contei” e um dos membros fundadores da Sociedade Literária Acreana – SLA.