Círculo corrompido

Foto: Reprodução

Lorena de Cáritas Dantas Tuma

Tantos ciclos,
Círculos, circunferências…
O céu, a terra circunda;
O mar, a terra inunda,
E após evaporar,
Volta ao céu, que em nuvens,
Volta a terra circundar.

Nasce a barragem,
Cresce,
Enche-se de resíduo,
Num estampido,
Rompe, leva à morte.
É um ciclo interrompido!

Em sua pior forma,
Em seu maior desgosto,
Até o claro d’água
Pelo marrom é corrompido!

Culpa do círculo mal desenhado,
Não circunscrito, mesquinho.
Mas tanto se repete,
Que até se autoproclama,
Bem alto e odioso na lama,
Círculo vicioso!

Arquiteta e urbanista

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *