Bebê achado em saco de lixo nasceu com vida e pode ter sido asfixiado, diz delegada

Delegada afirmou que menino tinha morrido pouco tempo antes de ser encontrado – Foto: Reprodução/Whatsapp

O bebê encontrado morto dentro de um saco de lixo por um gari, na quinta-feira (13), nasceu com vida e teria sido asfixiado. A informação foi confirmada pela coordenadora da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), delegada Elenice Frez.

O gari encontrou o menino quando fazia a transposição do lixo no Centro de Rio Branco. Segundo a Polícia Militar do Acre (PM-AC), o caminhão estava cheio e tinha acabado de recolher lixo do bairro Seis de Agosto, na região do Segundo Distrito da capital.

“Ainda não tem o laudo, mas o exame foi concluído e o médico informou que constatou que a criança nasceu com vida, que havia respirado ao nascer. Além disso, ele não encontrou nenhuma evidência de maus-tratos ou algum tipo de agressão que deixasse lesão na criança. Então, a gente supõe, no momento, que a criança tenha sido asfixiada ou que tenha sido negligenciada nos cuidados pós nascimento”, disse a delegada.

Elenice destacou ainda que o bebê já estava em tempo de nascer e que foi um parto normal e não um aborto.

“Era uma gravidez de mais ou menos 40 semanas, então não tem nada a ver com aborto. Foi um parto natural, a criança estava nos dias de nascer e nasceu sem assistência médica e depois algo aconteceu, que tirou a vida dela”, disse.

Segundo ela, foi possível constatar que a criança morreu pouco tempo antes de ser encontrada pelo gari no lixo.

“A gente ainda não tem esclarecido o que foi. O que sabemos é que não houve agressão física ou sexual. A criança havia nascido pouco tempo antes de ser localizada, não tinha rigidez cadavérica e também foi possível coletar material sanguíneo na cabeça dela que ainda estava fresco”, concluiu Elenice.

A delegada reforçou o pedido de ajuda para encontrar a mãe do bebê. Elenice explicou que a população pode ligar para o 181 e colaborar com as investigações. Caso seja localizada, a mulher pode responder por ocultação de cadáver.

Portal G1/AC