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Passado o período de recolhimento após a derrota nas urnas, os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) deram o primeiro passo nesta quarta-feira, 7, numa conversa em Brasília, para a formação de uma frente de centro-esquerda no Congresso. O bloco partidário, além de consolidar a ruptura dessas legendas de esquerda com o PT, marcaria o início de uma “oposição programática” ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Horizonte

Comentando sobre o encontro, Ciro disse que é muito amigo de Marina e que eles partilham de algumas preocupações. “Fui propor a ela uma rotina de diálogo. Precisamos criar uma frente não oportunista de guarda dos interesses da institucionalidade democrática”.

Visão

Segundo Ciro, a intenção do futuro bloco é reconhecer a legitimidade do novo presidente eleito e desejar que ele “acerte a mão” na condução do país. Enquanto isso, farão uma “oposição programática”, seguindo alguns princípios comuns, como a vigília às instituições e a defesa dos interesses dos mais pobres.

Leitura

“Com a chancela do meu partido, acho que a hegemonia pouco crítica que o PT nos impôs nesses 20 anos já deu, passou da conta e fez muito mal ao Brasil. Não existiria Bolsonaro sem o antipetismo. E o antipetismo foi introduzido por eles, petistas. Seria uma impertinência falar em 2022. O esforço que devemos ao país é de unidade. Eleição divide”, afirmou o pedetista.

Releva aí, tá!

O senador Roberto Requião (MDB-PR) apresentou projeto de lei inspirado no juiz Sérgio Moro, na última quarta, 7, que concede perdão judicial em caso de crimes eleitorais, contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional, desde que o réu atenda às seguintes condições: I – demonstre arrependimento; II – confesse a prática do crime; e III – apresente pedido público de perdão e de dispensa da pena.

Atenuante

Ao ser questionado na coletiva de imprensa, que aconteceu na terça, 6, em Curitiba, sobre futuro colega de ministério Ônix Lorenzoni (DEM-RS), que admitiu ter recebido da JBS uns “caraminguás” para sua campanha eleitoral por meio de caixa 2, Moro deixou de lado suas convicções e afirmou sentir “grande admiração” pelo político, e considerou que ele “assumiu seus erros” e se desculpou.

Nome e sobrenome

Embora seja inspirada em Moro, a lei foi batizada “Lei Ônix Lorenzoni”, em homenagem ao futuro colega de governo do magistrado da Lava Jato.

A gente paga a conta!

O Senado aprovou ontem, 7, projeto que aumenta em 16% os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O placar foi de 41 votos a favor e 16 contrários à proposta, que segue agora para a sanção do presidente Michel Temer.

Aumento significativo

Com o reajuste, os subsídios dos magistrados passam de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento deverá valer a partir da sanção presidencial. Caso queira, o presidente da República pode vetar a proposta.

Puxadinho

Além dos ministros do STF, o cargo de procurador-geral da República terá vencimentos de R$ 39,2 mil. A proposta também foi aprovada pelos senadores.

Gaveta

A proposta de reajuste foi encaminhada ao Congresso em 2015 pelo então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, a Câmara aprovou o reajuste, mas o aumento ainda não havia sido analisado pelos senadores. O texto estava parado desde 2016 no Senado, até que ontem foi votado.

Impacto federal

Fosse apenas isso, o impacto nas contas públicas nem seria sentido pelo governo federal. Ocorre, porém, que o aumento nos salários dos ministros gera um efeito-cascata nas contas, porque representa o teto do funcionalismo público.

Custo

Segundo cálculos de consultorias da Câmara e do Senado, o reajuste poderá causar um impacto de R$ 4 bilhões nos cofres públicos.

Preocupação

Para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), este não era o “momento” para se ampliar despesas. Ele também declarou ver o aumento de gastos “com preocupação”.

Guerra nada santa

Foto: Reprodução

Chega a ser risível a briga entre apoiadores de Gladson Cameli (PP) e do Coronel Ulysses (PSL) para provar quem é o mais próximo dos dois do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Briga de foice, mas sem martelo!

Gladson tem um mandato no Senado e uma bancada de deputados federais que o apoiam – e consequentemente apoiarão Bolsonaro. Já Ulysses foi o homem que deu a cara a tapa nas eleições deste ano, ao montar um palanque para o correligionário no Acre – que deu ao candidato do PSL uma votação recorde.

A política como ela é

A propósito, quando Bolsonaro foi à Câmara, recentemente, e os paparicos dispararam de todos os lados, ele afirmou o seguinte: “Não adianta puxar o saco. Aqui eu sei quem presta e quem presta”.