A última missa

Foto: Reprodução

Lorena de Cáritas Dantas Tuma

Na Catedral fazia a prece,
Pedia perdão pelo sacrilégio,
Lembrava-se
Do sumo-sacrifício.

Mas sua alma não sabia:
Era a última missa.
Mais morte mal-nascida,
Como outras tantas,
Na Pátria dividida.

E lá do alto,
Depois da partida,
Demanda-se, quiçá:

Qual sacrilégio havia perpetrado?
Acaso o lugar santo havia profanado,
Para que naquele lugar sagrado
A bala atravesse
Seu corpo, a alma e até prece!?

Arquiteta e urbanista