A menina sonhadora

Foto: Cedida

Por Gabriele Santos da Silva (*), com a orientação da professora Fernanda Diocleciano

Priscila era uma menina que sonhava muito, passava a maioria do seu tempo livre, calculando, analisando seus pensamentos e sempre focada no seu futuro. Porém sua mãe sempre dizia:

− Nem tudo e o que sonhamos cai do céu…pensa que as coisas são fáceis como nessa tua imaginaçãozinha fértil?! KKK…. Quero está viva para ver!

Priscila tinha uma família que não lhe dava atenção, nem carinho e nem amor. Seu pai era ausente e sua mãe a maltratava de todas as formas possíveis.

Certa manhã quando chegou na escola, Priscila foi para sala de aula e sua professora havia sido substituída, Priscila ficou um pouco nervosa e pensou: espero que essa não seja mais uma que irá me chamar de burra e pegar corda dos meus colegas de sala e rir das traquinagens que fazem comigo.

Na sala de aula, naquele horário, o tema a ser abordado seria o gênero textual piadas! A professora leu três piadas e explicou tudo e logo em seguida lançou o desafio para os alunos escreverem sua própria piada.

Em pouco tempo os alunos começaram a se animar e dizer que tinham terminado e todos estavam muito empolgados.

− Nossa, fico feliz em saber que essa turma é tão dedicada – Disse a Professora.

– Então, quem pode começa lendo?

– Eu professora – disse Sebastião. E começou a ler: “nessa sala tem uma menina feia e desengonçada seu cabelo parece palha seu nariz uma ponta de verniz”.

– Sebastião não foi dessa maneira que contei a piada e nem foi assim que vocês escreveram, então por que você não seguiu o modelo? E olha que eu perguntei se havia algum aluno com dúvidas e todos afirmaram que não.

Os alunos disseram:

− Ele fez de propósito professora, pois ele faz isso por que ele sabe que a Priscila fica triste e por várias vezes ela chorou, agente já viu!

− Interessante! E porque vocês estavam rindo da desgraça dos outros? Vocês não compreenderam que todo palhaço quer plateia e que vocês estão sendo a plateia do palhaço errado e muito malvado.

− Agora quero firmar um compromisso com vocês iremos ser plateia de um verdadeiro palhaço, alegre, que respeite as pessoas e que tenha um bom coração. Pois devemos respeitar e amar as pessoas da forma que elas são. Certo pessoal? E todos concordaram, naquele dia em diante Sebastião aprendeu a lição, ele poderia ser feliz, animado que todos iriam continuar gostando dele, sem maltratar os outros.

Priscila, passou a ser respeitada e amada pela a turma, e ela seguiu o seu caminho sonhando em ter condições financeiras melhores, ela sabia que para isso ela teria que estudar. Fez a prova do Enem, passou na faculdade e escolheu cursa Pedagogia e hoje educa crianças e adultos com muito carinho e paciência, sempre sonhando e acreditando no que sua professora disse:

− Se você tiver fé, coragem e esquecer das pessoas que te maltratam você conquistará todos os teus objetivos, sonhar faz bem, faz com que agente perceba que estamos vivos.

Moral da história: lute, sonhe, persista e nunca desista dos seus sonhos, pois são eles que garantem suas felicidades.

(*) Gabriele Santos da Silva, é estudante do 5º ano da escola estadual da zona, Rui Azevedo, recebeu o prêmio destaque SLA de literatura, por ser uma boa leitora e ter escrito este conto no projeto de leitura Sementes Literárias, desenvolvido pela escola em 2018, em parceria com a Sociedade Literária Acreana.